Cruzamento entre o relatório de termos de pesquisa da campanha "Psicólogo para Homens" e o levantamento qualitativo dos leads gerados no mesmo período.
Não existe hoje um vínculo direto entre termo de busca e lead individual — por isso a leitura abaixo é por sinal semântico, não por atribuição exata.
Critério de "qualificado" usado, com base no posicionamento real do site: atendimento 100% online, particular (sem convênio), foco em homens lidando com questões emocionais/sexuais/comportamentais, sessão semanal paga via Pix, e não é canal de crise (o site direciona emergências para CVV/SAMU).
Qualquer termo que sinalize o oposto disso — busca por atendimento presencial/local, convênio, ou intenção de crise aguda — foi classificado como desqualificado ou de baixo encaixe.
Distribuição dos 85 cliques com termo identificado, por nível de encaixe com o público-alvo real.
Termos com nome de convênio/plano (usisaúde, ipasgo, medprev, imnd) apareceram só como impressão, nenhum clique. O anúncio parece já filtrar esse público na hora da decisão de clicar — mas eles ainda consomem parcela do leilão e do sinal que o algoritmo lê.
Separando por tipo de correspondência, a diferença de qualidade fica bem clara.
dos ~36 cliques em termos qualificados — "terapia online", "psicólogo online", "psicólogo para homem", "consulta com psicólogo online".
dos ~49 cliques claramente qualificados. O resto é majoritariamente busca por atendimento presencial local (~65%), o restante ambíguo ou de crise.
Os termos que vocês adicionaram manualmente como correspondência exata puxam a qualidade pra cima. O AI Max "puro" é quem traz o volume de descompasso geográfico e, muito provavelmente, boa parte dos 36 cliques que caem na caixa-preta — já que é o AI Max que opera por correspondência ampla e é o mais afetado pela máscara de termos sensíveis do Google.
Isso bate com a observação de que os leads não mudaram muito depois da IA Max: ela não está necessariamente pior, está adicionando ruído em cima do que a correspondência exata já entrega de bom.
Os três grupos do levantamento qualitativo, lidos junto com os padrões de termo de busca.
Adicionar como negativa exata "quero morrer", "vou me matar", "eu quero me matar" e variações. Não é só questão de custo — o próprio site diz que o canal não atende crise e direciona para CVV/SAMU. Ter esses termos ativando o anúncio é descompasso ético, não só de mídia.
usisaúde, ipasgo, medprev, imnd — mesmo sem clique ainda, continuam puxando impressão e sinal para o algoritmo.
Como o AI Max lê o vocabulário da landing page como sinal dominante, deixar isso mais explícito ajuda a afastar organicamente as buscas por atendimento presencial local, sem precisar negativar cidade por cidade.
Manter o AI Max ligado. Em vez de cortar volume desligando o recurso, o ajuste é reforçar — na landing page e nos RSAs — que o atendimento é 100% online e destacar os benefícios disso (sem deslocamento, sigilo, atendimento de qualquer cidade, mais flexibilidade de horário).
Como o AI Max lê o vocabulário da página como sinal dominante pra decidir a quem mostrar o anúncio, deixar isso explícito tende a reduzir naturalmente o volume de busca por "psicólogo presencial em [cidade]" — que hoje é 38% do tráfego nomeado — sem precisar desligar o recurso nem abrir mão do volume que ele traz.
O valor já está exposto no site antes mesmo do clique em "agendar" — então o problema do Grupo 3 não é falta de informação, é falta de contexto de valor no momento em que o preço vira uma barreira real (perto do Pix). Simplesmente adiantar o número R$175 na primeira mensagem do WhatsApp pode piorar a fuga, não resolver.
O ajuste é preparar uma resposta padrão pro WhatsApp que, quando a pessoa demonstrar hesitação com o valor, reforce o que está incluso e o porquê do investimento (sessão semanal, sigilo, especialização em público masculino, resultado esperado) antes de reafirmar o preço — em vez de só repetir o número.