Relatório de Cruzamento — Termos de Pesquisa x Qualidade de Leads
Relatório de análise · Google Ads

Termos de pesquisa x qualidade de leads

Cruzamento entre o relatório de termos de pesquisa da campanha "Psicólogo para Homens" e o levantamento qualitativo dos leads gerados no mesmo período.

Período: 01–30 de junho de 2026
125 cliques · 27 conversões
24 leads mapeados manualmente
01 · Metodologia

Como o cruzamento foi feito

Não existe hoje um vínculo direto entre termo de busca e lead individual — por isso a leitura abaixo é por sinal semântico, não por atribuição exata.

Ponto cego real: 36 dos 125 cliques (29%) caem no bucket "Outros termos de pesquisa" — o Google mascara esses termos por serem sensíveis. É tráfego de AI Max via correspondência ampla, e é literalmente invisível para qualquer análise.

Critério de "qualificado" usado, com base no posicionamento real do site: atendimento 100% online, particular (sem convênio), foco em homens lidando com questões emocionais/sexuais/comportamentais, sessão semanal paga via Pix, e não é canal de crise (o site direciona emergências para CVV/SAMU).

Qualquer termo que sinalize o oposto disso — busca por atendimento presencial/local, convênio, ou intenção de crise aguda — foi classificado como desqualificado ou de baixo encaixe.

02 · Visão geral

Quanto do público é qualificado

Distribuição dos 85 cliques com termo identificado, por nível de encaixe com o público-alvo real.

~50%
tráfego com sinal claro de encaixe
~45%
descompasso de modalidade, crise ou marca de terceiro
29%
do total de cliques é caixa-preta (termo oculto)

Distribuição dos 85 cliques nomeados

Qualificado (online, foco masculino, terapia)
51%
Descompasso geo/presencial ("psicólogo em [cidade]")
38%
Apoio emocional ambíguo
5%
Crise aguda (mismatch total com o serviço)
2%
Sem sinal claro / marca de terceiro
1%

Sinal positivo: convênio gerou impressão, não clique

Termos com nome de convênio/plano (usisaúde, ipasgo, medprev, imnd) apareceram só como impressão, nenhum clique. O anúncio parece já filtrar esse público na hora da decisão de clicar — mas eles ainda consomem parcela do leilão e do sinal que o algoritmo lê.

03 · AI Max x correspondência exata

Onde está o descompasso

Separando por tipo de correspondência, a diferença de qualidade fica bem clara.

Correspondência exata (curada)
~97%

dos ~36 cliques em termos qualificados — "terapia online", "psicólogo online", "psicólogo para homem", "consulta com psicólogo online".

AI Max puro (visível)
~22%

dos ~49 cliques claramente qualificados. O resto é majoritariamente busca por atendimento presencial local (~65%), o restante ambíguo ou de crise.

Leitura direta

Os termos que vocês adicionaram manualmente como correspondência exata puxam a qualidade pra cima. O AI Max "puro" é quem traz o volume de descompasso geográfico e, muito provavelmente, boa parte dos 36 cliques que caem na caixa-preta — já que é o AI Max que opera por correspondência ampla e é o mais afetado pela máscara de termos sensíveis do Google.

Isso bate com a observação de que os leads não mudaram muito depois da IA Max: ela não está necessariamente pior, está adicionando ruído em cima do que a correspondência exata já entrega de bom.

04 · Cruzamento com o funil de leads

Onde os 24 leads travam

Os três grupos do levantamento qualitativo, lidos junto com os padrões de termo de busca.

1
Sem engajamento — sumiram sem dar queixa
Provável correlação com cliques de descompasso geo/presencial: pessoa busca "psicólogo em [cidade]" esperando algo local, recebe atendimento 100% online e particular, e some.
33%
2
Engajaram, mas pararam antes do valor/Pix
Exploraram a queixa, alguns combinaram horário, mas não avançaram até o pagamento.
25%
3
Travaram no valor ou no Pix
Chegaram a perguntar o valor ou ao Pix. 3 das 9 pessoas desse grupo tiveram objeção financeira explícita — isso é mais sobre orçamento do que sobre o termo de busca em si.
37,5%
05 · Recomendações

O que ajustar

1

Negativar termos de crise aguda

Adicionar como negativa exata "quero morrer", "vou me matar", "eu quero me matar" e variações. Não é só questão de custo — o próprio site diz que o canal não atende crise e direciona para CVV/SAMU. Ter esses termos ativando o anúncio é descompasso ético, não só de mídia.

2

Negativar sinais de convênio preventivamente

usisaúde, ipasgo, medprev, imnd — mesmo sem clique ainda, continuam puxando impressão e sinal para o algoritmo.

3

Reforçar "particular" e "100% online" na LP e no RSA

Como o AI Max lê o vocabulário da landing page como sinal dominante, deixar isso mais explícito ajuda a afastar organicamente as buscas por atendimento presencial local, sem precisar negativar cidade por cidade.

4

Decisão: manter o AI Max, otimizando o sinal de "atendimento online"

Manter o AI Max ligado. Em vez de cortar volume desligando o recurso, o ajuste é reforçar — na landing page e nos RSAs — que o atendimento é 100% online e destacar os benefícios disso (sem deslocamento, sigilo, atendimento de qualquer cidade, mais flexibilidade de horário).

Como o AI Max lê o vocabulário da página como sinal dominante pra decidir a quem mostrar o anúncio, deixar isso explícito tende a reduzir naturalmente o volume de busca por "psicólogo presencial em [cidade]" — que hoje é 38% do tráfego nomeado — sem precisar desligar o recurso nem abrir mão do volume que ele traz.

5

Reforçar percepção de valor no momento da objeção, não adiantar o preço seco

O valor já está exposto no site antes mesmo do clique em "agendar" — então o problema do Grupo 3 não é falta de informação, é falta de contexto de valor no momento em que o preço vira uma barreira real (perto do Pix). Simplesmente adiantar o número R$175 na primeira mensagem do WhatsApp pode piorar a fuga, não resolver.

O ajuste é preparar uma resposta padrão pro WhatsApp que, quando a pessoa demonstrar hesitação com o valor, reforce o que está incluso e o porquê do investimento (sessão semanal, sigilo, especialização em público masculino, resultado esperado) antes de reafirmar o preço — em vez de só repetir o número.